quinta-feira, abril 15, 2010

Montserrat Martins no Jantar Beneficente no Clube Aliança de Esteio em prol dos animais de rua


Ocorreu  no dia 14 de Abril de 2010 no Clube Aliança situado na Av. Presidente Vargas nº 2072 em  Esteio, um jantar beneficente com o objetivo de angariar fundos em prol dos animais de rua.
 Adriane Pereira militante em defesa da causa animal, organizou o evento,  cujo seu trabalho é  tratar e proporcionar um lar para os animais, castrar as fêmeas,  visando assim diminuir o número da população canina nas ruas da  nossa cidade.  Estiveram presentes ao evento o Pré Candidato ao Governo do Estado pelo Partido Verde Montserrat Martins,  Marivane Alencastro,  Presidente do Partido Verde do Rio Grande do Sul,  Giovanni Gomes Streletcki, Secretario de Comunicação do PV de Esteio, Valmir da Silva, Pré-candidato a Deputado- Federal e Mario Jobim Pré-candidato a Deputado Estadual ambos do PV de Esteio, que dialogaram com as pessoas que se fizeram presentes no evento. MONTSERRAT MARTINS conversou com o Prefeito de Esteio, Gilmar Rinald sobre  projetos que visam melhorar a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente.

segunda-feira, abril 12, 2010

Verdes de Esteio no Parque Municipal Galvani Guedes


O presidente do Partido Verde de Esteio, Valmir da Silva, e o Secretário de Comunicação Giovani Gomes Streletcki , estiveram, na tarde de domingo dia 11/04/2010, no Parque Municipal Galvani Guedes conversando com frequentadores sobre meio ambiente e qualidade de vida

domingo, abril 11, 2010

Evento sobre Comunicação e Marketing ocorreu no Eko Residence Hotel, referência sustentável na área hoteleira.

Com certeza foi uma reunião muito proveitosa a que ocorreu na quinta feira passada, 08 de abril, entre um grupo de filiados do PV gaúcho e convidados.
O grupo, que se reuniu no Eko Residence Hotel de Porto Alegre, hotel que tem, entre outras práticas sustentáveis, o aproveitamento da água da chuva e o uso da energia solar, pôde, de forma ampla e participativa, trocar experiências e idéias a respeito de como organizar e montar um sistema de comunicação e marketing para o partido.
A partir das manifestações de todos os presentes e da discussão sobre a operacionalidade das atividades que envolvem as diversas formas de comunicação, ficou formalmente estabelecido que, a partir daquele momento, o grupo presente faria parte do conselho de comunicação do PV do estado. O Conselho, que ficará diretamente ligado e subordinado a Secretaria de Comunicação, encaminhará as suas deliberações para conhecimento e aprovação da Executiva Estadual.
Importante salientar que o Conselho não está fechado, ficando aberto à participação de dos filiados, profissionais ou não da área, que quiserem e puderem, com a sua contribuição, enriquecer e otimizar as formas de divulgar as idéias do partido e o partido em si.
O time de filiados, que participaram da reunião e que irão contribuir com este importante trabalho para o crescimento do partido, está assim constituído:
Geraldo Oliveira, que por vários anos produziu as camisetas do PV e promovia a marca e os ideais do Partido Verde; Júlio Vandam, ambientalista que, com sua energia de sempre, está disposto a contribuir com seu excelente raciocínio, agilidade e reconhecido trabalho ambiental e de comunicação; o Relações Públicas Luciano Muller; a profunda conhecedora e ferrenha defensora do meio ambiente, Livia Zimmermam; o acadêmico de Filosofia, Léo Jorge Philippsen; o Secretário de Comunicação do PV de Esteio, Giovanni Gomes Streletcki; o profissional de marketing e de internet Paulo Saraiva; os publicitários Emilio Chagas e Marco Santos Mikonga; o articulador de campanhas, Wiliam Melo; o Psicólogo e advogado especialista em pesquisas, Dr. Paulo Bobsin. A estes devem se juntar outros companheiros, como o pós graduado em marketing, Fausto Junior, e a comunicadora nata, Sandra Meneghetti.

Consumidor Esteiense à deriva

Defesa do Consumidor

Esteio uma cidade com mais de 87 mil habitantes e um comércio bem desenvolvido, porém a população não tem onde reclamar de produtos ou serviços, caso se sinta injustiçada.

O QUE DIZ A LEI

O artigo 82 da lei n. 8078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor) estabelece que o Ministério Publico, a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios exerçam a proteção ao consumidor por meio de órgãos diretos ou indiretos especificamente destinados a esse fim.

A prefeitura de Esteio não tem intenção de instalar o serviço no municipio, é OMISSA nesse assunto.

O PARTIDO VERDE de Esteio iniciou neste sábado dia 10/04/2010 um movimento através de um ABAIXO ASSINADO que será entre ao Prefeito Municipal de nossa cidade reivindicando a instalação de um escritório do Procon aqui em Esteio.

As assinaturas estarão sendo coletadas todos os sábados pela manhá na Av. Presidente Vargas em frente ao Banco do Brasil



Conferência Nacional do Esporte terá Delegados representando os Verdes de Esteio

Paulo Henrique dos Santos, Pré-candidato a Deputado Federal do PV de Esteio e atual Presidente da ACORES e Mauricio Teixeira Dias filiado ao PV de Esteio foram eleitos delegados municipal para representar o esporte e o município na Conferência Nacional do Esporte – etapa estadual que discutirá as propostas de melhorias que projetem o esporte brasileiro. O tema deste ano é "10 pontos em 10 anos para projetar o Brasil entre os 10 mais".
A III Conferência do Esporte  Municipal ocorreu na Prefeitura de Esteio, através da Secretaria de Educação e Esporte, que reuniu dia 07/04/2010, quarta-feira das 17:30hs às 22:30hs no salão nobre vários atletas, treinadores, professores de Educação Física, além da comunidade local para debaterem a respeito do tema.
Valmir da Silva e Giovanni Gomes Streletcki da direção do PARTIDO VERDE  de Esteio também participaram do evento.

segunda-feira, abril 05, 2010

Montserrat Martins (Psiquatra do Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre)

Psiquiatra do Juizado da Infancia e Juventude de Porto Alegre. Colaborador eventual de artigos do Jo ... Leia mais! http://www.naturaterra.com.br/

Fazer o que ?
Olhares e mãos aflitas nos pedem que aceitemos os panfletos que nos entregam - pois foi o emprego que conseguiram - mesmo que seja só para colocarmos os papéis no lixo mais próximo. Para pessoas com consciência social e ambiental, isso cria mais um pequeno conflito de consciência, que é o desperdício de papéis não reciclados para finalidades muito passageiras. A mesma dúvida entre pegar as sacolas de plástico nas compras e reaproveitá-las como sacos de lixo, ou levar sacolas de pano, entre tantas preocupações do dia-a-dia de quem quer "fazer a sua parte".

Informações graves sobre problemas ambientais e climáticos, como os debatidos agora em Copenhague, geram preocupações cotidianas nos que vem recebendo educação ambiental desde pequenos, nas escolas. Há um termo, inclusive, para designar o comportamento dos mais angustiados, chamados pejorativamente de "ecochatos" por cobrarem dos outros atitudes tão cuidadosas (e até detalhistas) como as suas.

Racionalmente, sabemos que a solução depende de cada um fazer a sua parte. Mas não é justo "torturarmos" a consciência das novas gerações com detalhes "ambientalmente corretos", sem que cobremos atitudes concretas daqueles a quem caberia zelar pelo conjunto da sociedade. Afinal, se é justificável em livros didáticos ou revistas de valor cultural uma boa qualidade de impressão, não haveria uma solução melhor para os panfletos - como, por exemplo, regulamentar que sejam com papéis reciclados e indicações de sites para os interessados? E as notícias sobre plásticos "oxibiodegradáveis" tem algum fundamento, no sentido de que representam alguma "redução de dano" ao menos? Existem perspectivas de criação de formas de materiais que correspondam a estas expectativas ?

As responsabilidades devem ser entendidas como proporcionais à capacidade de cada um em contribuir nas soluções dos problemas de todos. Se o custo do consumo de álcool combustível é maior que o da gasolina, podemos exigir das pessoas que prejudiquem o seu orçamento familiar para usar o combustível menos poluente? Podemos exigir o tratamento de resíduos se não viabilizamos incentivos para a fabricação de filtros químicos, a preços acessíveis às outras indústrias ?

As campanhas tipo "faça a sua parte", requerem a inclusão das pautas de Copenhague em todos os níveis de governo e de entidades empresariais. Só com planejamentos de médio e longo prazos, prevendo a evolução de nossos modelos de produção, podemos fazer mais do que criar jovens angustiados com um futuro que foge ao seu controle. Para que possamos fazer campanhas pelo "consumo consciente" é preciso que as autoridades e lideranças sociais possam, enfim, oferecer alternativas viáveis ao público, para que esse possa se aliviar em saber que pode fazer a diferença, mesmo - e que suas angústias valham a pena, afinal.

sábado, abril 03, 2010

PARTIDO VERDE  veta candidatura de "fichas-sujas"

A Executiva Nacional do PV aprovou resolução que impede a candidatura de qualquer integrante do partido com condenação transitada em julgado.

A resolução, que incorpora termos do projeto da ficha limpa em tramitação no Congresso, foi encaminhada ontem para publicação no Diário Oficial da União e é válida já para as eleições de outubro.

Pela decisão, não serão admitidos como candidatos do PV políticos condenados, em última instância, por crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, por atos contra o patrimônio, o sistema financeiro, o meio ambiente, a saúde pública e contra a vida.

segunda-feira, março 29, 2010

Mobilidade e Acessibilidade Sustentável para todos

As cidades brasileiras (não só as brasileiras) foram construídas e cresceram sem levar em conta as dificuldades de locomoção de parte da população (crianças, idosos, deficientes físicos e pessoas com menos recursos) e não contemplaram espaços suficientes e adequados para viabilizar outras formas de locomoção ("bondes", ciclovias, pistas de caminhada e rolamento), além das destinadas para veículos automotores. Não bastasse isso, as que existem, via de regra, estão repletas de obstáculos e barreiras.

A Constituição Federal de 1988, assegura, entre outros direitos, o direito de ir e vir a TODOS os cidadãos, ou seja, definiu a acessibilidade como um direito básico de todo cidadão. O artigo 5º, inciso XV da Constituição Federal e a Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelecem as normas gerais e critérios basicos para a promoção de acessibilidade para as pessoas com algum tipo de deficiência ou com mobilidade reduzida.

O PARTIDO VERDE DE ESTEIO exige das autoridades da nossa cidade, o cumprimento imediato destas leis, adequando e garantindo acesso aos ambientes (espaços públicos) para todas as pessoas, independente da sua idade e capacidade de locomoção.

VERDES DE ESTEIO PARTICIPARAM DO EVENTO REGIONAL DO MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA

Paulo Henrique dos Santos e Valmir da Silva, pré-candidatos a Deputado Federal pelo PARTIDO VERDE de Esteio, e Geovani Strelectki, da direção do partido, participaram no sábado, dia 27 de março de 2010, do I Seminário Regional de Meio Ambiente e Qualidade Vida realizado no Parque de Exposição Assis Brasil em Esteio.
Objetivo do evento: Proporcionar aos participantes um espaço de reflexão e debate sobre a responsabilidade individual e coletiva do homem com o Meio Ambiente e sua relação com a qualidade de vida.
O evento teve a participação de ONGS, Ambientalistas, Clubes de Serviço, Representantes de Empresas Privadas, Lideranças Politicas e Representantes do Poder Publico Municipal.

sexta-feira, março 26, 2010

A CARTA DA TERRA

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.

Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.

Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local.

Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humada e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relaçao ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.

PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.

Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessario:

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de formas que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal a assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a .Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência desaúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA, E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus própios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de desofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c.Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

Sobre a transformação do Hospital São Camilo em uma Fundação de Direito Privado

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